Reserva direta
Administramos uma villa de cinco suítes com piscina de borda infinita acima da praia de São Conrado, e as diárias e a disponibilidade em tempo real ficam na página de reservas da Art de Vivre.
Reservar diretoO jardim
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro fica ao pé do Corcovado, a poucos minutos da Lagoa, com o portão principal na Rua Jardim Botânico, 1008. O arboreto cultivado ocupa cerca de 54 hectares de aleias e canteiros, e atrás dele a Mata Atlântica sobe a encosta, com o Cristo à vista acima das copas das palmeiras. As coleções vivas reúnem cerca de 6.500 espécies, algumas ameaçadas, e o jardim é tombado como patrimônio nacional desde 1937. Centenas de milhares de pessoas visitam o jardim por ano, e as aleias longas e sombreadas dão espaço para todo mundo.
Da casa são de 15 a 20 minutos de carro, pelo Túnel Zuzu Angel e pela Gávea. O jardim não tem estacionamento próprio, então o mais fácil é descer no portão do número 1008, onde ficam a bilheteria e o museu. Carros também podem entrar por esse portão para deixar quem tem mobilidade reduzida.
Como tudo começou
O jardim nasceu de um decreto de 13 de junho de 1808, assinado pelo príncipe regente Dom João, depois rei Dom João VI, no mesmo ano em que a corte portuguesa chegou ao Rio. A ideia era um jardim para aclimatar especiarias das Índias Orientais, como noz-moscada, canela e pimenta-do-reino, nas terras do antigo Engenho da Lagoa, ao lado de uma nova fábrica de pólvora.
Em outubro de 1808 já se chamava Real Horto, e abriu ao público em 1822. A fábrica de pólvora parou em 1826 e foi transferida, mas as ruínas de pedra continuam dentro do jardim; hoje o parquinho infantil fica entre elas. A Casa dos Pilões, preservada como sítio arqueológico, guarda parte das instalações da fábrica.
Desde 1998 o jardim funciona como Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, um instituto federal de pesquisa. Ali fica o maior herbário do Brasil, com mais de 800 mil amostras desidratadas, e uma biblioteca de botânica.
A Palma Mater e a aleia das palmeiras
O símbolo do jardim é a palmeira-imperial. A história começa com a Palma Mater, uma muda vinda do jardim de Pamplemousses, nas Ilhas Maurício, que, segundo a tradição, Dom João plantou com as próprias mãos em 1809. Ela chegou a 38,7 metros antes de ser derrubada por um raio em 1972, e outra palmeira, a Palma Filia, foi plantada no lugar.
O plantio real provavelmente é uma história posterior. A cena foi registrada por João Barbosa Rodrigues, diretor de 1890 a 1909, num livro de 1894, e um artigo de 2023 na revista científica Rodriguésia sustenta que é improvável o príncipe ter plantado a muda pessoalmente, uma tradição construída nos primeiros anos da República.
A aleia que leva o nome de Barbosa Rodrigues parte da entrada numa linha reta de palmeiras-imperiais, plantadas em 1842: bem mais de cem árvores ao longo de uns três quartos de quilômetro. É a vista mais conhecida do jardim e o lugar da foto do grupo. A trilha autoguiada das palmeiras, com 21 pontos, leva cerca de uma hora e meia.
Orquídeas, bromélias e plantas carnívoras
O Orquidário reúne mais de 700 espécies de orquídeas em cerca de 2 mil vasos. Foi construído no fim do século XIX e restaurado em 1998, e fica do lado do Horto, um bom ponto para fazer a volta.
O Bromeliário tem cerca de 1.700 bromélias, as plantas em forma de taça que crescem nos galhos por toda a Mata Atlântica, e uma estufa separada é dedicada às plantas carnívoras. O Jardim Sensorial, aberto em 1995, foi plantado para o tato e o olfato, com placas em braile.
O Jardim Japonês e o Lago Frei Leandro
O Jardim Japonês surgiu em 1935, a partir de uma doação de 65 espécies de plantas típicas do Japão, e foi reinaugurado em 1995, com carpas nos lagos. O Lago Frei Leandro, homenagem a frei Leandro do Santíssimo Sacramento, diretor de 1824 a 1829, é o lago mais famoso do jardim, com vitórias-régias e ninfeias na superfície e garças pescando nas margens.
Repare também nas estátuas de Eco e Narciso, de Mestre Valentim, e no portal de pedra da antiga Academia de Belas Artes, projetado por Grandjean de Montigny. O chafariz central, de ferro fundido, foi feito na Inglaterra e ficava na Lapa até ser trazido para cá depois da reforma do Passeio Público, em 1905.
Aves e macacos
O jardim é um dos lugares mais fáceis do Rio para ver bichos. Já foram registradas ali cerca de 140 espécies de aves, muitas acostumadas com gente, entre elas tucanos, a jacupemba, a saracura-do-mato e o gavião-pombo-pequeno, ameaçado de extinção.
Saguis e macacos-prego aparecem com frequência nas árvores. Chegue cedo, ande devagar e fique de olho nos galhos acima das aleias. É proibido alimentar os animais, e bichos de estimação não podem entrar.
O museu
Logo depois do portão principal, o Museu do Jardim Botânico abriu em março de 2024 num casarão do início do século XX que já abrigou o Museu do Meio Ambiente, restaurado com patrocínio da Shell Brasil. Ele apresenta as plantas brasileiras e a ciência por trás delas, e as exposições temporárias, sobre temas como as florestas e o cerrado do Brasil, mudam ao longo do ano.
A entrada é gratuita, com ingresso retirado no site de vendas, e o museu abre de quinta a terça, das 10h às 18h, com última entrada às 17h. Tem piso tátil, mapas táteis, uma maquete do prédio para tocar e um aplicativo web com textos em português, inglês e espanhol, vídeos em Libras e audiodescrição.
Ingressos e horários
O arboreto abre de quinta a terça, das 8h às 17h, e às quartas das 11h às 17h, depois da manutenção da manhã. Nos dias 24 e 31 de dezembro fecha às 14h, e não abre no Natal nem no Ano-Novo.
Em 2026, o ingresso custava R$ 80 para estrangeiros e R$ 40 para residentes no Brasil, com gratuidade para crianças de até cinco anos e meia-entrada para maiores de 60. Compre on-line em jbrj.eleventickets.com, com cartão de crédito ou PIX, porque a bilheteria só aceita dinheiro e PIX. Os valores mudam, então confira antes de ir.
Além do portão principal, na Rua Jardim Botânico, 1008, há entradas na Rua Jardim Botânico, 920 (só fins de semana e feriados), na Rua Pacheco Leão, 101, e na Rua Pacheco Leão, 915, que só recebe quem comprou on-line. Quem for de carro sem motorista pode usar o estacionamento do Jockey Club, em frente, na Rua Jardim Botânico, 1003, com desconto mediante carimbo da bilheteria.
Planejando a visita
Reserve de duas a três horas; as trilhas temáticas autoguiadas do próprio jardim levam de uma hora e meia a duas horas e meia cada. Em meados de 2026, o restaurante e os cafés de dentro do jardim estavam fechados enquanto novos operadores eram escolhidos, e só é permitido comer nas mesas ao lado do parquinho infantil, então tome o café da manhã antes e deixe o almoço para depois. Leve água, protetor solar e repelente. Chuva fraca não é motivo para cancelar, porque o museu e as estufas são cobertos, e o nosso guia para dias de chuva tem mais ideias.
Uma boa primeira volta passa pelos principais destaques. Entre pela aleia das palmeiras, desvie até o Lago Frei Leandro, siga para oeste até o Orquidário e volte para leste, passando pelo Jardim Japonês, até o museu junto ao portão principal.
Para avós ou crianças pequenas, os carros elétricos são o jeito fácil de percorrer o jardim. O transporte circular, com paradas, sai a cada 15 minutos das 9h às 16h (a partir das 11h às quartas) por R$ 39 por pessoa, e um carro exclusivo para até sete pessoas custa R$ 261 por 30 minutos ou R$ 392 por uma hora, sem incluir a entrada. Os bilhetes dos carros são vendidos em dinheiro na bilheteria, ou on-line só para quem tem CPF, então leve reais. Cadeiras de rodas podem ser solicitadas com antecedência ao Centro de Visitantes.
Visitas guiadas históricas saem quase todos os dias às 10h e às 14h, menos às sextas, quando há trilhas temáticas gratuitas no lugar, e visitas noturnas de cerca de uma hora e meia acontecem em datas marcadas. O jardim combina bem com a Lagoa, a poucos minutos, ou com o Parque Lage, a uma curta distância de carro. Para o almoço depois, o nosso guia da Gávea é um bom começo.
Perguntas
Quanto custa o ingresso do Jardim Botânico do Rio?
Em 2026, R$ 80 para estrangeiros e R$ 40 para residentes no Brasil, com gratuidade até cinco anos e meia-entrada para maiores de 60. A compra on-line é em jbrj.eleventickets.com; a bilheteria só aceita dinheiro e PIX.
Qual o horário do Jardim Botânico do Rio?
O arboreto abre de quinta a terça, das 8h às 17h, e às quartas das 11h às 17h. Nos dias 24 e 31 de dezembro fecha às 14h, e não abre em 25 de dezembro nem em 1º de janeiro.
Quanto tempo leva a visita ao Jardim Botânico?
Duas a três horas cobrem a aleia das palmeiras, o orquidário, o jardim japonês e o Lago Frei Leandro. As trilhas temáticas autoguiadas levam de uma hora e meia a duas horas e meia cada.
Tem macaco no Jardim Botânico do Rio?
Sim. Saguis e macacos-prego aparecem com frequência, e já foram registradas cerca de 140 espécies de aves, entre elas tucanos. É proibido alimentar os animais.
Tem café ou restaurante dentro do Jardim Botânico?
Em meados de 2026, o restaurante e os cafés de dentro estavam fechados enquanto novos operadores eram escolhidos. Só é permitido comer nas mesas ao lado do parquinho infantil; confira o site oficial para saber da reabertura.
O Jardim Botânico fica a poucos minutos de carro da casa, e o motorista da Art de Vivre pode deixar vocês no portão principal e buscar depois do almoço: reserve a casa direto com a Art de Vivre e guarde uma manhã para ele.
Fontes
Os fatos desta página foram conferidos nestas fontes em outubro de 2026. Horários e preços mudam: confirme antes de ir.
- Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Wikipédia)
- Autoestrada Lagoa-Barra (Wikipédia)
- Rio de Janeiro Botanical Garden (Wikipedia)
- Ingressos (JBRJ, updated April 2026)
- Horários (JBRJ)
- Perguntas frequentes (JBRJ, updated July 2025)
- Conveniências (JBRJ, updated June 2026)
- Normas de visitação (JBRJ, updated June 2026)
- Visitas guiadas a pé e visitas temáticas (JBRJ, updated July 2026)
- Carros elétricos (JBRJ, updated July 2026)
- Museu do Jardim Botânico: funcionamento (JBRJ)
- Museu do Jardim Botânico destaca papel da ciência ante crise ecológica (Agência Brasil, March 2024)
- Allegory of the palma mater: an invented tradition (Rodriguésia, 2023)
- Jardim Botânico (Time Out Rio)
- Museu do Jardim Botânico (JBRJ)


