Reserva direta
Administramos uma villa de cinco suítes com piscina de borda infinita acima da praia de São Conrado, e as diárias e a disponibilidade em tempo real ficam na página de reservas da Art de Vivre.
Reservar diretoComo chegar
Petrópolis fica a cerca de 80 km ao norte de São Conrado pela estrada. Numa manhã tranquila são mais ou menos uma hora e meia de carro, e mais quando o trânsito do Rio pesa. O caminho atravessa a cidade e depois segue pela BR-040, que sobe a Serra da Estrela até o centro de Petrópolis, a uns 840 metros de altitude.
Para um grupo, o jeito mais fácil de subir é com o motorista da casa, que fala inglês e é organizado pelo concierge da Art de Vivre. Ele deixa vocês em cada portão e busca quando estiverem prontos, então ninguém precisa pensar em estacionar nas ruas antigas. Se preferirem dirigir, a BR-040 tem pedágio e o último trecho é subida de serra, então quem enjoa no carro deve ir no banco da frente. Há mais sobre carro e motorista em como chegar ao Rio e circular.
Programe o passeio para qualquer dia entre terça e domingo. O Museu Imperial, o principal motivo da viagem, fecha às segundas.
A cidade imperial
Petrópolis nasceu do gosto de um imperador por estas montanhas. Dom Pedro I se hospedou numa fazenda da região em 1822, gostou do lugar e comprou a vizinha Fazenda do Córrego Seco, com a ideia de erguer ali um palácio. Foi o filho dele, Dom Pedro II, quem assinou o decreto de 16 de março de 1843 que criou a povoação, a ser formada por imigrantes alemães.
O plano da cidade saiu da prancheta do major Júlio Frederico Koeler, e Petrópolis nasceu como cidade planejada. Todo verão a corte inteira subia a serra, o que transformava Petrópolis na sede do Império durante aqueles meses, e muitas famílias do Rio iam atrás para fugir dos surtos de febre amarela na cidade lá embaixo.
Entre 1894 e 1902, Petrópolis também foi capital do estado do Rio de Janeiro. Hoje tem cerca de 280 mil habitantes, e os marcos imperiais ficam perto uns dos outros no Centro Histórico. Se esse capítulo da história interessa a vocês, o Centro histórico do Rio mostra a capital que a corte deixava a cada verão.
Museu Imperial
O palácio de verão do imperador é hoje o Museu Imperial, e é por ele que se começa. As obras foram de 1845 a 1862. O presidente Getúlio Vargas criou o museu por decreto em 1940, e a inauguração foi em 16 de março de 1943, cem anos exatos depois do decreto de fundação da cidade.
Antes de percorrer as salas, os visitantes calçam as famosas pantufas de feltro do museu. A peça que a maioria dos visitantes vem ver é a coroa feita para a coroação de Dom Pedro II, em 1841, com 639 diamantes e 77 pérolas. Reserve cerca de uma hora e meia para o palácio e uma volta pelos jardins.
O palácio abre às 10h, com entrada até as 17h15, e os jardins abrem mais cedo, às 7h. Em 2026 o ingresso do palácio custava em torno de R$ 10, pago em dinheiro ou Pix, e aos domingos a entrada é gratuita para todos. Horários e preços mudam, então confira a página de visitação do museu antes de ir.
Às sextas e aos sábados, às 19h, o museu apresenta o Som e Luz, um espetáculo de luz e som, com ingresso de adulto em torno de R$ 20. Para quem dorme na serra, é um bom programa para a noite.
A catedral e os túmulos imperiais
A cerca de meio quilômetro do palácio fica a Catedral São Pedro de Alcântara, uma igreja neogótica começada em 1884. Ela foi inaugurada em 1925, ainda sem a fachada principal e sem a torre, que só subiu entre 1960 e 1969.
Lá dentro está o mausoléu imperial, inaugurado em 1939. Ali descansam Dom Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina: os restos mortais voltaram de Lisboa em 1921, foram levados para a sacristia da catedral em 1925 e colocados no mausoléu em dezembro de 1939. A princesa Isabel e o marido, o conde d'Eu, estão com eles, assim como o filho mais velho do casal, Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará, e a esposa dele.
É uma catedral em funcionamento, então vá vestido como para qualquer igreja e fale baixo perto dos túmulos. Uns vinte minutos bastam para ver a nave e o mausoléu.
O Palácio de Cristal e a Casa de Santos Dumont
O Palácio de Cristal é um pavilhão de vidro pré-fabricado, com a estrutura feita na França, nas oficinas da Société Anonyme de Saint-Sauveur, em Arras. O conde d'Eu encomendou o pavilhão para a princesa Isabel, e ele foi inaugurado em 1884 para receber exposições agrícolas. Hoje abriga exposições e eventos, entre eles a Bauernfest, todo inverno.
Meio quilômetro adiante fica a casa que o pioneiro da aviação Alberto Santos Dumont construiu para si em 1918, conhecida como A Encantada. Ele a projetou do seu jeito. Os degraus da entrada têm formato de raquete, o que obriga a começar a subida com o pé direito, e não há cozinha: as refeições eram pedidas por um telefone de magneto.
A prefeitura transformou a casa em museu em 1956, e ela reabriu em julho de 2023, depois de uma restauração. É uma casa pequena, então a visita é rápida e cabe fácil antes do almoço.
Palácio Quitandinha
A uns 4 km a sudoeste do Centro Histórico, o Palácio Quitandinha é um prédio enorme em estilo normando, com um gramado amplo e um lago no formato do mapa do Brasil. O empresário Joaquim Rolla o inaugurou em 1944 como hotel-cassino. Em 1946 o jogo foi proibido no Brasil, e o cassino fechou junto.
A parte de hotel funcionou até 1962, e a partir de 1963 os apartamentos foram vendidos como imóveis particulares. Hoje o Sesc cuida do grandioso térreo, onde funciona o Centro Cultural Sesc Quitandinha, aberto em 2023 com exposições e atividades culturais gratuitas. Em julho de 2026 ganhou um espaço de diversão para a família, com carrinhos de bate-bate e camas elásticas, na antiga pista de patinação.
Os horários mudam entre as salas de exposição e o espaço de diversão, então confira antes de ir. Uma hora basta para percorrer os salões abertos ao público e o jardim à beira do lago.
Rua Teresa e Itaipava
A Rua Teresa é a rua da moda de Petrópolis, um polo de roupas que atrai compradores do atacado e do varejo de todo o Brasil. Deixe quem gosta de compras passar uma hora por lá enquanto o resto do grupo procura um café.
Itaipava, o terceiro distrito da cidade, fica a uns 15 km ao norte do Centro Histórico, ao longo da Estrada União e Indústria. Dom Pedro II inaugurou essa estrada em 1861, e ela foi a primeira estrada macadamizada da América Latina. Hoje Itaipava é conhecida pelos restaurantes sofisticados e pelos pequenos centros comerciais, muito procurados por quem vem do Rio.
Se o plano é um almoço demorado, faça os museus de manhã e peça ao motorista para levar vocês a Itaipava depois. São uns 20 a 30 minutos de carro.
Um dia em Petrópolis
Saindo da casa depois de um café da manhã cedo, dá para chegar ao portão do palácio logo depois da abertura, às 10h. Dedique a manhã ao Museu Imperial e depois caminhe até a catedral, o Palácio de Cristal e a Casa de Santos Dumont, todos a cerca de um quilômetro e meio uns dos outros.
Almoce no Centro ou peça ao motorista para ir até Itaipava, e deixe o Palácio Quitandinha para a tarde. Comece a descida no fim da tarde e vocês chegam em casa a tempo de um mergulho na piscina e, se tiverem reservado pela Art de Vivre, de um jantar preparado pelo chef particular.
Com uma noite fora, o dia fica mais calmo. Reserve uma noite por perto numa sexta ou num sábado, assista ao Som e Luz das 19h no museu e guarde a manhã seguinte para Itaipava ou para uma caminhada no ar fresco antes de voltar. O passeio se encaixa bem no meio de uma semana na casa.
Quando ir
Petrópolis tem clima tropical de altitude, com verões quentes e chuvosos e invernos secos e mais frescos. Ao longo do ano, a máxima média fica em torno de 25°C e a mínima média perto de 15°C. Em julho, o mês mais frio, as noites ficam em média por volta de 11°C, então leve um casaco mesmo que o Rio esteja quente na saída.
O inverno, de junho a agosto, traz os dias mais secos e a Bauernfest, a festa dos imigrantes alemães da cidade, realizada no Palácio de Cristal entre o fim de junho e o começo de julho, com entrada gratuita. Em 2026 a festa chegou à 37ª edição, com comida alemã, cerveja e tradições folclóricas.
O verão é a estação das chuvas na serra, então saia cedo e deixe guarda-chuvas no carro. Primavera e outono trazem dias amenos para caminhar, e um dia de semana costuma ser mais tranquilo que o fim de semana. Para as estações do próprio Rio, veja quando visitar o Rio.
Perguntas
Qual a distância entre o Rio e Petrópolis?
Petrópolis fica a cerca de 68 km da cidade do Rio e a uns 80 km de São Conrado pela estrada. Conte com uma hora e meia de carro, mais com trânsito pesado.
O Museu Imperial abre às segundas?
Não. O Museu Imperial abre de terça a domingo e na maioria dos feriados, e fecha às segundas. Aos domingos a entrada é gratuita para todos.
Quem está enterrado na Catedral de Petrópolis?
O mausoléu imperial da Catedral São Pedro de Alcântara guarda Dom Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina, a princesa Isabel e o conde d'Eu, entre outros membros da família imperial.
Faz frio em Petrópolis?
Petrópolis tem clima de altitude. A máxima média anual fica em torno de 25°C e a mínima perto de 15°C, e em julho as noites ficam em média por volta de 11°C.
Dá para fazer Petrópolis em um bate-volta do Rio?
Dá. Saia de manhã, veja o palácio, a catedral e o Centro, e volte no fim do dia. Uma noite na serra acrescenta o Som e Luz de sexta e sábado no Museu Imperial.
Passe o dia na serra do imperador e volte para um mergulho na casa acima de São Conrado: reserve direto com a Art de Vivre e o concierge deixa o motorista pronto.
Fontes
Os fatos desta página foram conferidos nestas fontes em outubro de 2026. Horários e preços mudam: confirme antes de ir.
- Petrópolis (Wikipédia)
- Organize sua visita | Museu Imperial
- Museu Imperial (Wikipédia)
- Imperial Crown of Brazil (Wikipedia)
- Cathedral of Petrópolis (Wikipedia)
- Palácio de Cristal (Petrópolis) (Wikipédia)
- Casa de Santos Dumont (Wikipédia)
- Museu em casa onde morou Santos Dumont é reinaugurado em Petrópolis (Folha de Pernambuco, 2023)
- Palácio Quitandinha (Wikipédia)
- Sesc transforma Palácio Quitandinha em centro cultural (IstoÉ / Agência Brasil, 2023)
- Centro Cultural Sesc Quitandinha ganha novo espaço com diversão para todas as idades (Diário do Rio, 2026)
- Itaipava (Wikipédia)
- Estrada União e Indústria (Wikipedia)
- Bauernfest reúne gastronomia, cervejas e tradições alemãs em Petrópolis (Tribuna de Minas, 2026)
- Elovias assume BR-040 entre JF e Rio com obras e aumento no pedágio (Agência iNfra, 2025)


