Famílias · 8 min de leitura

Rio com crianças, de uma casa com piscina

O Rio é uma cidade mais fácil com crianças do que a reputação sugere, desde que a base esteja certa. O que funciona, o que deixar de lado, e por que a piscina acaba fazendo a maior parte do trabalho.

A forma de uma boa semana em família

O erro que as famílias cometem no Rio é tratá-lo como cidade de pontos turísticos. Não é, particularmente — é uma cidade onde se nada, se come, se sobe a algum lugar com vista e depois se volta para a água. Dois ou três programas grandes numa semana bastam, e todo o resto pode ser praia e piscina.

A segunda coisa que ajuda é aceitar a forma do dia. Faz calor, e as crianças murcham no meio dele. Manhã fora, almoço longo, meio do dia na sombra ou na piscina, e sair de novo no fim da tarde. As crianças do Rio vivem assim, e não é concessão.

A terceira é ter um lugar com cozinha e piscina. Com criança pequena, uma casa resolve os dois problemas mais difíceis de viajar — alimentá-la no horário dela, e ter onde ela ficar em segurança quando ninguém quer mais uma saída. Por isso famílias com filhos abaixo de uns dez anos em geral acabam numa casa em vez de quartos de hotel, e a comparação com hotel é mais desequilibrada exatamente para esse grupo.

Quais praias funcionam com crianças

As praias do Rio são de Atlântico aberto, o que significa mar. Isso importa mais com crianças do que qualquer outra coisa deste guia, e as praias variam muito.

A praia de São Conrado é mais calma na ponta leste e pega mais mar na direção das pedras, na ponta oeste, onde ficam os surfistas. A manhã é a parte mais plana do dia em quase toda a costa do Rio, então praia cedo é ao mesmo tempo mais fresca e mais segura.

Para água realmente calma as enseadas pequenas e abrigadas da costa são melhores, e a Praia da Joatinga, no Joá, é a que todo mundo cita — embora dependa inteiramente da maré e envolva escada e travessia de pedra, o que a descarta com criança de colo. Joá e Joatinga tem o detalhe. Mais a oeste, as praias da Barra são longas, planas e fáceis, com mais espaço para correr e estacionamento mais simples.

Onde quer que vá: camiseta com proteção em vez de só protetor, água em quantidade de verdade, e uma regra fixa sobre até onde alguém entra. Fique atento às bandeiras e às correntes, e lembre que praia com mar grande e praia com vala são problemas diferentes. Os quiosques vendem água de coco, sorvete e queijo coalho na chapa, o que resolve a maioria das negociações.

Mais sobre as praias por perto.

Os programas que realmente funcionam

O Pão de Açúcar, no bondinho, é o melhor programa único do Rio com crianças. São dois trechos, leva meio dia, os bondinhos em si são atração tanto quanto a vista, e há espaço para correr no alto. Fim de tarde entrando no pôr do sol é o horário bom.

O Cristo Redentor é o mais famoso e o mais trabalhoso: viagem mais longa, mais fila, e um mirante muito cheio no alto. Vale uma vez, melhor cedo, e melhor com criança acima de uns seis anos que entenda por que está na fila.

O Jardim Botânico é o subestimado. Grande, sombreado, cheio de micos, tucanos e árvores enormes, com caminhos onde se pode soltar uma criança, e fica morro acima passando a Gávea em vez de do outro lado da cidade. Em dia quente é ideia muito melhor do que um monumento.

As asas-delta na praia de São Conrado são diversão gratuita e acertam sempre: asas descendo na areia a cada poucos minutos numa tarde boa. Criança pequena demais para voar assiste da praia com sorvete, e adolescente mais velho pode voar em duplo conforme as regras e a faixa de peso do operador — detalhes aqui.

Um dia de barco é o programa que a maioria das famílias diz ter sido o melhor da semana. Nadar do barco, uma enseada para o almoço, e a costa vista da água. Precisa de reserva antecipada e de dia de mar calmo, então mantenha flexível.

O que deixar de lado com criança pequena: a subida longa e íngreme da Pedra da Gávea, que tem um trecho exposto e não é caminhada de família; e qualquer coisa que exija ficar parado numa fila no meio do dia.

Calor, chuva e a lista prática

Sol é o que mais exige manejo. O Rio é perto do trópico e o meio do dia é forte mesmo com nuvem. Protetor de fator alto, chapéu, camiseta com proteção, e sombra planejada no dia em vez de improvisada. Reaplique depois de nadar, sempre.

Calor e hidratação vêm junto. Leve mais água do que parece necessário, e use os vendedores de coco, que as crianças gostam e que resolvem.

Mosquito existe, sobretudo no fim da tarde e perto de vegetação, e a encosta tem vegetação de sobra. Traga o repelente que você já sabe que funciona nas suas crianças, e manga longa para a noite no terraço.

A chuva de verão chega rápido e forte e depois passa. Não estraga o dia quando existe uma casa para ficar, e vale ter dois ou três planos de dentro no bolso. Quando visitar trata das estações — para famílias, os meses mais frescos e secos de junho a agosto são realmente mais fáceis do que o pico do verão, com a contrapartida da água mais fria.

Traga o que não se compra facilmente: medicação específica, a fórmula ou o lanche preferido, fralda de piscina, e qualquer objeto de apego que faça a hora de dormir funcionar. Todo o resto — fralda, comida, protetor — existe no Rio sem dificuldade.

No lado prático da casa: pergunte antes por berço ou cama de viagem, cadeira alta, arranjos de segurança na piscina, e como as suítes estão distribuídas, para as crianças ficarem perto dos adultos responsáveis. Pergunte antes de reservar, não na chegada.

Por que a piscina faz a maior parte do trabalho

Pergunte a uma família que alugou casa no Rio o que as crianças fizeram a semana toda e a resposta é quase sempre a piscina. Não é falta de imaginação, é o ponto. Criança nada seis horas por dia, e piscina privativa significa sem horário, sem outras famílias, sem disputa de espreguiçadeira, e sem vestir ninguém para ir a lugar algum.

Isso muda também a semana dos adultos. Como as crianças estão satisfeitas, o dia não precisa de agenda, o que significa almoços longos e noites sem pressa em vez de uma programação contínua de entretenimento.

Segurança na piscina é responsabilidade dos pais numa casa privativa — não há salva-vidas. Combine as regras no primeiro dia: quando a piscina está em uso, quem está olhando, e qual é o limite. Pergunte na reserva pela profundidade e pela parte rasa, e pelo desenho do terraço se estiver viajando com criança que ainda cambaleia.

A piscina aqui é privativa, em mosaico, recortada no terraço do lado do mar, com a praia abaixo e a Pedra da Gávea atrás da casa. Há um terraço plano amplo em volta e um jardim adiante, tudo dentro de condomínio fechado — o que na prática significa criança circulando entre piscina, cozinha e jardim sem ninguém de pé na porta da rua.

As noites, e a parte que ninguém menciona

A vantagem real de uma casa com crianças é a hora de dormir. Em quarto de hotel, a noite de um adulto termina quando as crianças dormem. Numa casa, as crianças vão dormir no andar de cima e os adultos ficam na mesa do terraço com a costa escurecendo à frente.

Com cozinha, isso se torna o padrão em vez de conquista: uma janta cedo para as crianças, um jantar de verdade para os adultos depois, e ninguém dirigindo. Restaurante no Rio serve jantar a partir das nove, o que é tarde demais para criança pequena de qualquer forma, então comer em casa não é sacrifício.

Os grupos em geral conseguem uma ou duas saídas também, e a resposta ali é almoço longo em vez de jantar — o Rio faz almoço longo extremamente bem, e criança encara restaurante de meio-dia muito melhor do que de nove da noite.

Se a viagem marca alguma coisa — aniversário, bodas, encontro de família — comemorar na casa explica o que a casa faz.

Diga as idades e preparamos a casa antes de você chegar — berço e cadeira alta, a cozinha abastecida com o que eles de fato comem, e a semana montada em volta da piscina.

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