Reserva direta
Administramos uma villa de cinco suítes com piscina de borda infinita acima da praia de São Conrado, e as diárias e a disponibilidade em tempo real ficam na página de reservas da Art de Vivre.
Reservar diretoO que é a feijoada
A feijoada é um cozido de feijão-preto com cortes salgados, defumados e frescos de porco e de boi, que vai ao fogo até o caldo ficar grosso e escuro. A versão completa leva carne-seca, costelinha defumada, bacon, pelo menos dois tipos de linguiça defumada e os cortes que dão corpo à panela: orelha, rabo e pé de porco. Cada cozinha tem a sua combinação.
No cardápio, as carnes aparecem com os nomes de sempre: carne-seca ou charque, costelinha, lombo, paio e linguiça. Muitos restaurantes detalham o que vai na panela. A Academia da Cachaça, no Leblon, por exemplo, lista charque, costelinha, lombo, paio e linguiça fina.
O feijão muda conforme a região. No Rio e em Minas Gerais a feijoada é de feijão-preto, enquanto na Bahia, em Sergipe e em Pernambuco é mais comum o feijão marrom ou vermelho, e na Bahia e em Sergipe entram também banana-da-terra, abóbora e repolho. Ela é muitas vezes descrita como o prato nacional do Brasil.
O prato e os acompanhamentos
A feijoada chega com os mesmos acompanhamentos em quase todo lugar. O arroz branco é a base, a couve vem cortada fininha e refogada, muitas vezes na manteiga, e a farofa costuma levar bacon. Completam o prato o torresmo e as fatias de laranja, que pela tradição ajudam na digestão.
Monte o prato como preferir: arroz primeiro, o feijão com as carnes por cima, a farofa salpicada, a couve e a laranja ao lado. Há casas que servem em bufê à vontade e outras que levam a panela para dois até a mesa.
A bebida clássica é a caipirinha. Na Academia da Cachaça, a feijoada para dois vem ainda com uma dose de melzinho, a criação da casa com cachaça envelhecida, mel e limão. A bebida tem página própria: Caipirinha e cachaça.
Os botequins servem a feijoada também como petisco. O bolinho de feijoada, feito com os ingredientes da feijoada, é atribuído à chef Kátia Barbosa, do bar Aconchego Carioca. Em 2021 a prefeitura o declarou patrimônio cultural imaterial do Rio, e hoje muitos botecos da cidade fazem o seu.
Almoço de sábado
Pela tradição, a feijoada é refeição de fim de semana, servida no almoço de sábado e às vezes no de domingo, quando há tempo para comer sem pressa. É prato de celebração, feito para mesa comprida. Alguns restaurantes do Rio, como o Rubaiyat no Jockey Club, servem feijoada aos sábados.
Outros dias têm os seus hábitos. Em São Paulo, os restaurantes de almoço das regiões comerciais servem feijoada às quartas e aos sábados, e no Rio os restaurantes tradicionalmente a servem às sextas. Há casas que servem todos os dias, o que ajuda quando o sábado já está tomado.
Uma data é dela no Rio: 23 de abril, dia de São Jorge e feriado no Rio. Pelo sincretismo religioso, o santo é associado a Ogum, orixá das religiões afro-brasileiras, e a feijoada é servida por toda parte nesse dia. Em 2026, o Sobrado da Cidade, no Centro, celebrou São Jorge com a sua feijoada no almoço.
De onde vem a feijoada
A história mais contada diz que os africanos escravizados nas fazendas coloniais inventaram a feijoada com os cortes que os senhores jogavam fora, como orelha, rabo e pé. Muitos brasileiros ainda contam assim. Os historiadores contestam essa versão há muito tempo.
Luís da Câmara Cascudo, antropólogo e autor de História da Alimentação no Brasil, chamou a tese das sobras de absurda. Os portugueses não desprezavam essas carnes, lembrou ele, e o que os escravizados comiam no dia a dia era basicamente feijão com farinha. Para Cascudo, o grande ensopado de feijão vem dos cozidos europeus de feijão e carnes, como o puchero espanhol e o cassoulet francês, e outros autores apontam o cozido português.
O registro escrito começa nos restaurantes. A primeira menção conhecida à “feijoada à brasileira” é um anúncio no Diário de Pernambuco, em Recife, em 1827, que oferecia o prato às quintas-feiras numa casa de pasto da cidade. No Rio, o Jornal do Commercio publicou em janeiro de 1849 o anúncio de um café que servia feijoada às terças e quintas, e mais adiante, no mesmo século, ela era muito pedida no G. Lobo, restaurante da Rua General Câmara, no Centro antigo, que fechou em 1905.
O pesquisador Carlos Alberto Dória faz outra distinção. A feijoada do dia a dia, de feijão com pouca carne, era comida de escassez, enquanto a feijoada completa, com muitos cortes e acompanhamentos, ficou por muito tempo restrita aos restaurantes frequentados pelas classes altas.
Ainda assim, o Brasil fez do prato o seu. Um estudo de 2019 sobre os jornais do Rio no século XIX, publicado na revista História & Perspectivas, sustenta que a feijoada foi adotada como prato brasileiro enquanto o jovem país construía uma ideia de nação. Há também quem rejeite a história da senzala por outro motivo: ela sugere uma harmonia que a escravidão nunca teve.
Onde comer na Zona Sul e no Centro
A Academia da Cachaça, na Rua Conde de Bernadotte, no Leblon, funciona desde 1985 e serve feijoada todos os dias, a qualquer hora. Ela chega na panela, com arroz, couve, farofa, bacon e laranja; em 2025, a versão para dois custava cerca de R$ 180. O Leblon fica a uns 15 minutos de carro da casa, e há uma segunda unidade na Barra da Tijuca, na Avenida Armando Lombardi, para os dias passados a oeste.
O Rubaiyat Rio, a casa de carnes dentro do Jockey Club, na Rua Jardim Botânico, serve feijoada aos sábados, feita com porco da fazenda do próprio grupo. Dos seus 350 lugares, 160 ficam numa varanda comprida de frente para a pista e para o Cristo Redentor, o que funciona bem para grupos grandes. O Jockey Club fica no bairro do Jardim Botânico.
No Centro, o Sobrado da Cidade ocupa um casarão de 1865 na Rua do Rosário, a poucos passos do Centro Cultural Banco do Brasil, e serve a Feijoada Tradicional todos os dias no almoço, além de uma feijoada vegetariana pelo mesmo preço. Em 2026 custava cerca de R$ 79 para uma pessoa e R$ 152 para duas; os preços mudam, então confira o cardápio. Nos fins de semana há música ao vivo, com couvert artístico de cerca de R$ 15 por pessoa em 2026. Combina bem com uma manhã pelo Centro histórico.
Para um grupo de dez, peça ao concierge para reservar o almoço de sábado com alguns dias de antecedência. Outras saídas para comer estão no guia de restaurantes perto de São Conrado.
Feijoada de escola de samba
As escolas de samba do Rio fazem feijoadas nas suas quadras, os grandes salões onde ensaiam, com banda no palco e comida servida ali mesmo. A Portela, escola de Madureira, na Zona Norte, é uma delas; em fevereiro de 2025, a feijoada aconteceu na quadra da escola, na Rua Clara Nunes.
A festa também viaja. Em 19 de setembro de 2026, a Feijoada da Portela foi realizada pela primeira vez no Renascença Clube, no Andaraí, com a Velha Guarda Show da Portela no palco. Datas e lugares mudam ao longo do ano, então confira os canais oficiais da Portela antes de planejar o sábado.
Outras escolas também fazem as suas. Em fevereiro de 2025, na reta final antes do Carnaval, a Beija-Flor e a Mangueira também promoveram feijoadas nas suas quadras. Madureira fica do outro lado da cidade em relação a São Conrado, então vá com o motorista, que deixa o grupo na porta e busca depois. O guia de Carnaval trata da temporada.
Feijoada na casa
A feijoada também cai bem num dia em casa. O chef particular, contratado pelo concierge da Art de Vivre, pode preparar uma para o grupo. Peça com antecedência: as carnes salgadas ficam de molho por pelo menos doze horas para perder o sal, e o feijão também fica de molho na véspera.
O chef faz as compras nas feiras da manhã para a parte fresca da refeição, como laranja, couve e limão para as caipirinhas. O almoço é servido na mesa para doze, com a piscina à espera para a tarde e a Pedra da Gávea atrás da casa.
O sábado é o dia natural para isso, depois de uma manhã na praia lá embaixo. Avise na reserva e o concierge encaixa a feijoada na semana. O guia de mercados e feiras perto de São Conrado mostra as feiras da região.
Perguntas
Qual é o dia da feijoada no Rio?
O almoço de sábado é a tradição, e alguns restaurantes servem feijoada aos sábados. Outros servem todos os dias, como a Academia da Cachaça, no Leblon, e o Sobrado da Cidade, no Centro.
A feijoada foi inventada pelos escravos?
Essa é a versão popular, mas historiadores como Luís da Câmara Cascudo a rejeitaram: os portugueses valorizavam esses cortes, e os escravizados comiam basicamente feijão com farinha. As primeiras menções escritas, a partir de 1827, são anúncios de restaurantes.
O que acompanha a feijoada?
Arroz branco, couve refogada, farofa, fatias de laranja e torresmo, normalmente com uma caipirinha.
Feijoada é almoço ou jantar?
Quase sempre almoço, muitas vezes longo e num sábado. O Sobrado da Cidade, no Centro, por exemplo, serve a feijoada do fim da manhã ao fim da tarde.
O chef da casa pode fazer feijoada?
Pode. O chef particular contratado pelo concierge da Art de Vivre prepara uma para o grupo; peça com antecedência, porque as carnes salgadas ficam de molho na véspera.
Hospede-se na casa acima de São Conrado, reserve direto com a Art de Vivre e peça ao concierge uma feijoada de sábado feita pelo chef particular.
Fontes
Os fatos desta página foram conferidos nestas fontes em outubro de 2026. Horários e preços mudam: confirme antes de ir.
- Feijoada (Brazilian dish), Wikipedia
- Feijoada and Hoppin' John: Dishing the African Diaspora in Brazil and the United States, Southern Cultures (2019)
- Projeto de Lei nº 324/2021, Assembleia Legislativa de São Paulo (cites Câmara Cascudo)
- Independente do passaporte, a feijoada é nossa, O Hoje (2018)
- Tipicamente nacional? A feijoada no Rio de Janeiro oitocentista, História & Perspectivas (UFU)
- Academia da Cachaça, official site
- Academia da Cachaça comemora 40 anos, Sopa Cultural (Feb 2025)
- Rubaiyat Rio, Grupo Rubaiyat
- Sobrado da Cidade transforma almoço no Centro em um mergulho na história do Rio, Diário do Rio (Sep 2026)
- Feijoada em todos os estilos, Correio da Manhã (Apr 2026)
- Feijoada da Portela estreia no Renascença Clube, Diário do Rio (Sep 2026)
- Feijoadas nas escolas de samba do Rio, TudoGostoso (Jan 2025)
- Devotos de São Jorge e Ogum celebram feriado, Alma Preta (2024)
- Bolinho de feijoada é declarado patrimônio cultural imaterial do Rio, Metrópoles (2021)
- Feijoada perfeita: 10 dicas, TudoGostoso
- Onde comer feijoada no Rio de Janeiro (Diário do Rio, April 2025)


