Diário · 4 min de leitura · 07.07.2026

Uma noite de chef particular na villa

Como é, de verdade, uma noite de chef: o cozinheiro chegando à tarde com o que a feira tinha de manhã, as paredes do pavilhão recuadas e uma mesa posta para doze que ninguém precisa recolher.

Uma chegada no meio da tarde

Uma noite de chef na villa começa mais cedo do que os hóspedes costumam perceber. Nosso concierge organiza o cozinheiro antes de você pousar, então não há cardápio para planejar de casa nem ninguém para procurar depois que você chega. No meio da tarde, com o grupo ainda espalhado pela piscina, o chef entra pelo portão com caixas e isopores da feira daquela manhã.

Não há cardápio fechado esperando no e-mail. O que vai parar na mesa é o que estava bom nas barracas da feira naquele dia e o que o peixeiro do bairro tinha no gelo pela manhã. O chef abre tudo na bancada, avalia as frutas e o peixe, e ali mesmo se decide o jantar.

A cozinha se abre direto para o pavilhão de vidro, então nada disso acontece atrás de uma porta fechada. Dá para acompanhar o preparo da espreguiçadeira, chegar perto com uma bebida gelada, perguntar qual é o jantar e ouvir uma resposta de verdade enquanto ele ainda está sendo decidido.

A mesa sob o toldo

Quando o calor enfim cede, recuamos as paredes do pavilhão pelos três lados, e o interior da casa e o deque viram um só ambiente aberto para o ar. A mesa de madeira negra é posta para doze sob o toldo de palha trançada, arrumada sem alarde enquanto boa parte do grupo ainda está na água.

Ninguém é chamado para sentar. As pessoas vão chegando aos poucos, primeiro a bebida no terraço coberto, caipirinhas se a tarde tiver merecido. A luz cai atrás da Pedra da Gávea, a pedra fica escura e chapada contra o resto do céu, e as luzes da piscina se acendem.

Quando os primeiros pratos chegam à mesa, ela já se encheu sozinha, sem ninguém anunciar o jantar. Essa reunião lenta, mais do que qualquer prato, é o que comer na casa oferece e uma mesa reservada no Leblon não consegue dar.

O que sai da cozinha

A comida gira em torno do que o Rio planta e do que sai do mar naquela semana. Peixe grelhado com limão, uma moqueca solta de leite de coco e dendê, frutas tropicais cortadas geladas contra o calor, tudo apoiado em produtos que estavam numa barraca de feira poucas horas antes.

Se o grupo preferir comer com a mão e ficar de pé, o chef monta um churrasco no deque, trabalhando a grelha ao ar livre enquanto todo mundo fica do lado de fora com uma bebida. De um jeito ou de outro, os pratos saem quando estão prontos, não contra o relógio.

O cozinheiro fica a poucos passos durante toda a refeição, então repetir é fácil e a segunda garrafa é mais fácil ainda. Ninguém está cronometrando a mesa, e não há próxima reserva esperando o lugar vagar.

Depois do jantar, no deque

O que os hóspedes comentam na manhã seguinte quase nunca é um prato. É que a refeição inteira foi feita e depois recolhida, e nada disso caiu no colo deles. O chef cozinha, o chef arruma a cozinha, e o grupo nunca precisa levantar da mesa para cuidar de nada.

Depois levamos o café e o resto do vinho para o terraço. A piscina fica parada, o mar escuro logo abaixo do deque, e a orla curvando na direção do Leblon e de Ipanema aparece como uma linha fina de luzes à beira d'água.

A casa fica quieta então de um jeito que um restaurante nunca alcança, quase só o som do mar e da mata no morro atrás de você. As pessoas ficam no deque mais tempo do que pretendiam, o que costuma ser o sinal mais claro de que a noite fez o que tinha de fazer.

Quando quiser, reserve a villa direto com a Art de Vivre e a gente deixa o chef organizado antes de você chegar, feira da manhã incluída.

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